Primeiramente, cabe registrar que para os planos PS-II CD e Ser+, o que afeta o saldo de contas dos participantes é o resultado contábil dos ativos investidos.
Destacamos também que a oscilação no mercado de juros, com altas persistentes e atingindo, em dezembro, o patamar mais alto desde janeiro/2016, tem afetado de maneira negativa as carteiras de NTN-B marcadas a mercado, ou seja, título público indexado ao IPCA reconhecido pelo valor que é negociado diariamente. Embora constitua um ativo fundamental na carteira, com correção pela inflação e pagamento de juros semestrais, no curto prazo o valor contabilizado sofre com o impacto da alta da taxa de juros.
A seguir, apresentamos os comentários da área técnica de investimentos do Serpros acerca dos resultados de dezembro de 2024.
Boa leitura!
PS-I:

Em dezembro, a cota contábil teve retorno de 0,54%, reflexo do retorno dos investimentos e da correção monetária do precatório de Santa Catarina.
A posição em títulos públicos na curva (mantidos até o seu vencimento) e que representam aproximadamente 64% da carteira, teve contribuição positiva, com destaque para a parcela de NTN-C (título público indexado ao IGP-M), com o índice de dezembro fechando em +0,94%, com a continuidade da alta de matérias primas agrícolas. A posição de NTN-B a mercado, reconhecida pelo valor que é negociada diariamente, teve contribuição contrária, com a alta das taxas das NTN-B em dezembro.
O segmento de renda variável representa 5,5% da carteira e teve contribuição negativa, em linha com o Ibovespa (principal índice de ações local), que registrou queda de 4,28%.
O segmento estruturado, representado pelos fundos multimercados representa 4% da carteira teve desempenho positivo, acima do CDI, com os gestores obtendo resultados de posições já alinhadas ao novo cenário global, como a tendência de fortalecimento do dólar e juros mais altos.
A carteira de imóveis, embora de pequena participação (aproximadamente 3%), teve contribuição negativa após reavaliação anual com a atualização dos valores contabilizados.
PS-II BD:

Em dezembro, a cota contábil sofreu uma variação de -0,41%, em função do ajuste realizado no sistema de cotas relacionado ao Precatório de Santa Catarina. Os valores estavam sendo considerados integralmente no sistema de cotas, sendo que 42,72499% correspondem à Patrocinadora, conforme previsto no contrato de Aporte Financeiro Específico (cláusula 3ª do 2° termo aditivo).
Para saber mais sobre este ajuste, Clique aqui.
A posição em NTN-B na curva (títulos públicos mantidos até o seu vencimento) e que representa aproximadamente 53% da carteira, teve contribuição positiva; a posição de NTN-B a mercado, reconhecida pelo valor que é negociada diariamente, teve contribuição contrária, com a alta das taxas das NTN-B em dezembro.
O segmento de renda variável, que representa 6,2% da carteira de investimentos do plano teve contribuição negativa, em linha com o Ibovespa (principal índice de ações local), que registrou queda de 4,28%.
O segmento estruturado, representado pelos fundos multimercado e com participação de 4,6% na carteira teve desempenho positivo, acima do CDI, com os gestores obtendo resultados de posições já alinhadas ao novo cenário global, como a tendência de fortalecimento do dólar e juros mais altos.
A carteira de imóveis, embora de pequena participação na carteira (aproximadamente 0,6%), teve contribuição negativa após reavaliação anual com a atualização dos valores contabilizados.
PS-II CD:

Em dezembro, a cota contábil sofreu uma variação de -1,29%, em função do ajuste realizado no sistema de cotas referente ao Precatório das Letras Financeiras de Santa Catarina. Os valores estavam sendo considerados integralmente no sistema de cotas, sendo que 42,72499% correspondem à Patrocinadora, conforme previsto no contrato de Aporte Financeiro Específico (cláusula 3ª do 2° termo aditivo).
Para saber mais sobre este ajuste, Clique aqui.
A posição em NTN-B na curva (títulos públicos mantidos até o seu vencimento) e que representa aproximadamente 52% da carteira, teve contribuição positiva; a posição de NTN-B a mercado, reconhecida pelo valor que é negociada diariamente, teve contribuição contrária, com a alta das taxas das NTN-B em dezembro.
O segmento de renda variável teve contribuição negativa, em linha com o Ibovespa (principal índice de ações local), que registrou queda de 4,28%. O segmento representa 6,3% da carteira.
O segmento estruturado, representado pelos fundos multimercados e somando 3,5% da carteira teve desempenho positivo, acima do CDI, com os gestores obtendo resultados de posições já alinhadas ao novo cenário global, como a tendência de fortalecimento do dólar e juros mais altos.
A carteira de imóveis, embora de pequena participação na carteira (aproximadamente 1,4%), teve contribuição negativa após reavaliação anual com a atualização dos valores contabilizados.
PGA:

Em novembro, o PGA teve retorno de 0,75%. A contribuição positiva veio por títulos de renda fixa de curto prazo, que têm rendimento próximo da Selic (taxa básica de juros do Brasil) e do CDI (Certificado de Depósito Interbancário).
É importante destacar que o PGA, ao contrário dos outros planos, não pode ter na carteira NTN-B na curva (títulos públicos indexados ao IPCA mantidos até o vencimento); a posição de NTN-B a mercado, reconhecida pelo valor que é negociada diariamente, e que representa aproximadamente 33% da carteira, teve contribuição negativa com a alta das taxas das NTN-B em dezembro.
O segmento de renda variável teve contribuição negativa, em linha com o Ibovespa (principal índice de ações local), que registrou queda de 4,28%. Destacamos que este segmento representa 0,8% da carteira.
O segmento estruturado teve desempenho positivo, acima do CDI, com os gestores obtendo resultados de posições já alinhadas ao novo cenário global, como a tendência de fortalecimento do dólar e juros mais altos. O segmento representa 9,6% da carteira.
Desde maio/2024, a antiga sede do Serpros no Rio de Janeiro foi incorporada à carteira de investimentos do PGA; até abril/2025, quando começará a gerar receita de aluguel, o impacto negativo no retorno mensal do plano é de aproximadamente 0,10 ponto percentual. Em dezembro, o imóvel, que representa aproximadamente 16% da carteira, teve contribuição positiva após reavaliação anual com a atualização dos valores contabilizados.
Ser+:

m dezembro, a cota contábil teve retorno de 0,86%, próxima ao da carteira de Investimento. A carteira é composta 100% por títulos de renda fixa de curto prazo, que têm rendimento próximo da Selic (taxa básica de juros do Brasil) e do CDI (Certificado de Depósito Interbancário).
27/1/2025


