Em 14 de maio de 2026, o Serpros concluiu a venda de um imóvel desocupado em Brasília, em operação conduzida com elevado rigor de governança e em conformidade com a legislação vigente e as normas internas da Entidade. A decisão integra a estratégia de aprimoramento da carteira de investimentos, com foco na eficiência, liquidez e sustentabilidade dos resultados.
O ativo, que não gerava receitas e demandava custos de manutenção, impactava negativamente a rentabilidade da carteira imobiliária. Nesse contexto, a alienação foi avaliada como a alternativa mais adequada, com base em criteriosa análise técnica.
Para subsidiar a operação, foram considerados laudos técnicos independentes e estudos elaborados pelas áreas especializadas, contemplando aspectos como rentabilidade, risco e liquidez. A proposta foi submetida à apreciação das instâncias de governança, incluindo o Comitê de Risco de Investimento (COR) e o Comitê de Aplicações (CAP), que recomendaram a realização da operação por entenderem que a alienação do ativo representava o cenário mais adequado para a carteira de investimentos, especialmente pela substituição de um ativo ilíquido por recursos líquidos, ampliando a eficiência e a flexibilidade da gestão dos investimentos. Posteriormente, a matéria foi deliberada pela Diretoria Executiva e pelo Conselho Deliberativo, instância máxima de decisão sobre os ativos imobiliários da Entidade.
Com a conclusão da venda, a carteira de investimentos passa a contar com maior liquidez e redução de despesas. Os recursos obtidos poderão ser direcionados para novas oportunidades de investimento com maior potencial de rentabilidade, melhor relação risco-retorno e maior alinhamento à meta atuarial da Entidade.

A iniciativa integra o plano de ação da carteira imobiliária, uma estratégia de gestão ativa que busca melhorar a qualidade dos ativos, reduzir riscos relacionados à vacância e fortalecer os resultados no longo prazo — sempre em benefício dos participantes e da solidez financeira da Entidade.
Os resultados desse plano evidenciam a evolução da gestão dos ativos entre 2023 e 2026. Em 2023, das 11 unidades da carteira, 9 estavam em vacância, gerando impacto relevante nas despesas da Entidade. Em 2026, esse número foi reduzido para apenas 3 unidades vagas, refletindo o avanço das ações de locação e alienação de ativos sem perspectiva adequada de retorno. Como reflexo desse movimento, a carteira apresentou redução de 24,05% nas despesas operacionais, enquanto as receitas provenientes de locações cresceram 235,78% no período. O saldo da carteira, que em 2023 era negativo em R$ 848 mil, passou para resultado positivo superior a R$ 1,47 milhão em 2026, reforçando a efetividade das medidas adotadas para fortalecimento da carteira imobiliária e geração de valor para os participantes.




