A ausência de investimentos no Banco Master, no momento de sua liquidação, em 2025, por fundos de pensão privados, como o Serpros, é resultado da evolução regulatória e da maturidade na gestão do sistema de previdência complementar fechada no Brasil, segundo avaliação da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc).
A afirmação foi feita pelo diretor-superintendente da Previc, Ricardo Pena em artigo publicado no Portal JOTA, e noticiado no próprio site institucional da Previc. No texto, Pena afirma que o setor é “altamente regulado por instrumentos modernos de supervisão e fiscalização”, e que “A análise de risco é preponderante para a tomada de decisão”, o que contribuiu para decisões mais prudentes por parte das entidades fechadas de previdência complementar (EFPC).
No Serpros, a análise de riscos dos investimentos é realizada de forma técnica, independente e contínua, envolvendo múltiplas camadas de avaliação e controle. O processo contempla análises quantitativas e qualitativas relacionadas aos riscos de crédito, mercado, liquidez, concentração, contraparte, governança e aderência regulatória, sempre em observância aos limites estabelecidos na legislação, nas Políticas de Investimentos e nos normativos internos da Entidade.
No Serpros o processo decisório é estruturado para assegurar elevado nível de diligência, segregação de funções, rastreabilidade e governança, com participação de áreas técnicas independentes de Investimentos, Riscos e Governança. As decisões são fundamentadas em pareceres técnicos, estudos especializados, análises de cenários, monitoramento contínuo dos emissores e mecanismos de controle interno e compliance, sempre alinhados aos objetivos de rentabilidade, liquidez, solvência e diversificação das carteiras administradas.
Nesse contexto, o SERPROS não possuía investimentos no Banco Master, resultado da atuação técnica especializada e da aplicação criteriosa dos processos internos de análise e gestão de riscos adotados pela Entidade. Esse modelo busca evitar exposições incompatíveis com o perfil previdenciário dos planos de benefícios reforçando a proteção dos recursos dos participantes e assistidos.
Cabe destacar, ainda, que o Sistema de Registro do Processo Decisório do SERPROS foi apresentado como case de sucesso no Espaço Boas Práticas do 40º Congresso Brasileiro de Previdência Privada, promovido pela Abrapp, evidenciando o nível de maturidade, transparência e robustez da governança adotada pela Entidade.


