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Especial | O olhar de quem cuida do futuro – Uma conversa com a nova Diretora de Investimentos sobre confiança, pertencimento e responsabilidade na gestão dos investimentos do Serpros

Especial | O olhar de quem cuida do futuro – Uma conversa com a nova Diretora de Investimentos sobre confiança, pertencimento e responsabilidade na gestão dos investimentos do Serpros


Há quase 27 anos no Serpros, Anna Cláudia Gonçalves construiu uma trajetória que começou como auxiliar administrativa e a levou à liderança de uma das áreas mais estratégicas da entidade: a governança de investimentos. 

Indicada pela patrocinadora Serpro para assumir a Diretoria de Investimentos, em mandato complementar até 29 de setembro, Anna assume o desafio de dar continuidade ao trabalho de gestão responsável pelos investimentos e de fortalecimento da governança de investimentos da Entidade. 

Graduada em Administração e Contabilidade, pós-graduada em Controladoria e Finanças, com MBA em Gestão de Previdência Complementar,  certificada pelo ICSS e pela CPA-20 na Anbima, ela fala da carreira com o mesmo tom que usa ao descrever o Serpros: orgulho, responsabilidade e pertencimento. 

Mãe, mulher e profissional de uma área tradicionalmente associada à racionalidade técnica, Anna defende que cuidar de investimentos também exige sensibilidade. “As pessoas não entregam apenas recursos financeiros. Elas entregam projetos de vida”, resume. 

Nesta entrevista, ela fala sobre confiança, “olhar de dono”, governança, legado e o lado humano por trás das decisões de investimento. 

Para começar: depois de quase 27 anos no Serpros, o que mais mudou em você ao longo dessa trajetória? 

Ao longo dessa trajetória, a principal transformação foi a maturidade profissional, que veio acompanhada de uma mudança profunda na forma de enxergar o nosso trabalho. No início, meu olhar estava voltado para processos, números e rotinas. Com o tempo, passei a compreender a real dimensão do que fazemos. Por trás dos indicadores e das decisões, existem histórias de vida, expectativas e o futuro de milhares de pessoas.  

Essa consciência trouxe uma evolução significativa na forma de atuar, com mais responsabilidade, senso de propósito e compromisso. Se eu pudesse resumir essa trajetória em uma palavra, seria maturidade, fruto de um processo contínuo de aprendizado, evolução do olhar e ampliação da nossa responsabilidade fiduciária. 

Você costuma falar muito sobre “olhar de dono”. O que isso significa na prática? 

É cuidar dos recursos dos participantes com o mesmo nível de diligência, prudência e responsabilidade que adotaríamos na gestão do nosso próprio patrimônio. É ter zelo, responsabilidade e atenção aos detalhes. O “olhar de dono” faz com que cada análise seja feita com profundidade, sem automatismos. Existe um compromisso genuíno das equipes com a proteção do patrimônio que está sob nossa gestão. 

O mercado financeiro costuma ser associado à frieza e racionalidade. Existe espaço para sensibilidade nessa área? 

Existe, e eu acredito que ela seja necessária. Trabalhamos com números, indicadores e análises técnicas, mas, no fim, estamos falando do futuro das pessoas. Previdência envolve sonhos, tranquilidade, família e segurança. A técnica é indispensável, mas ela precisa caminhar junto com responsabilidade humana. 

Ser mãe influencia sua forma de enxergar o trabalho com investimentos e governança? 

Influencia muito. A maternidade amplia nosso senso de cuidado e proteção. Isso acaba se refletindo naturalmente na forma como conduzimos decisões importantes. Existe um olhar mais atento para segurança, continuidade e sustentabilidade no longo prazo. 

Muitas pessoas imaginam que investir é apenas escolher onde aplicar recursos. O que existe por trás de uma decisão de investimento no Serpros? 

Existe uma estrutura robusta de governança, fundamentada em princípios de transparência, segregação de funções e rastreabilidade das decisões. 

O processo decisório envolve análises técnicas detalhadas, avaliações de risco e reputacionais, monitoramento contínuo dos ativos, critérios ESG, além da atuação de diferentes instâncias colegiadas. 

Nenhuma decisão é tomada de forma isolada. Todo o fluxo é estruturado para garantir aderência à política de investimentos, à legislação vigente e às melhores práticas de mercado. 

Você começou sua trajetória no Serpros como auxiliar administrativa. O que sente ao olhar para essa caminhada? 

Meu sentimento é de orgulho e gratidão. Tive a oportunidade de crescer profissionalmente junto com a Entidade, em uma trajetória marcada por desafios, aprendizados e oportunidades relevantes. Ao longo desse percurso, contei com gestores altamente competentes, que reconheceram meu potencial e contribuíram de forma decisiva para o desenvolvimento da minha carreira. 

No Serpros, realizei duas graduações, pós-graduação e MBA, obtive certificações e participei de diversos cursos voltados ao meu aprimoramento profissional. Esse investimento contínuo, aliado ao reconhecimento institucional, fortaleceu ainda mais meu sentimento de pertencimento e o orgulho de integrar uma organização comprometida com o desenvolvimento de seus profissionais, preparando-os para assumir, com responsabilidade, os desafios de suas trajetórias. 

Em tempos de decisões rápidas e relações cada vez mais superficiais, o que faz alguém permanecer quase três décadas na mesma instituição? 

O que sustenta uma trajetória de quase três décadas em uma mesma instituição é, essencialmente, a combinação de propósito e reconhecimento profissional. 

Permanecemos onde percebemos que nosso trabalho faz sentido e gera impacto. No Serpros, há uma cultura de responsabilidade e comprometimento que inspira orgulho. Saber que contribuímos para a segurança de tantas famílias confere ao trabalho um significado muito maior. 

Sempre atuei com “olhar de dono”, buscando superar desafios e entregar resultados consistentes. Ao longo desse percurso, esse comprometimento foi reconhecido por meio de oportunidades e pelo aumento gradual de responsabilidades, em um ambiente que também investe continuamente no desenvolvimento profissional. 

Permanecer na mesma instituição por quase três décadas também me proporcionou a oportunidade de representar o Serpros em diversos fóruns, interagir com profissionais do segmento e acompanhar de perto as melhores práticas de mercado. Isso reforça a convicção de que o trabalho realizado aqui é diferenciado, resultado de equipes engajadas, qualificadas e genuinamente comprometidas com a geração de valor e a proteção do patrimônio dos participantes. 

Para encerrar: qual palavra define sua relação com o  Serpros? 

Pertencimento. É o que melhor traduz a conexão construída ao longo de toda a minha trajetória com a Entidade, seus valores e seu propósito.