Serpros

Mais Resultados.

Generic selectors
Somente correspondências exatas
Pesquisar no título
Pesquisar no conteúdo
Post Type Selectors
LogoSerpros_Simbolo

Mais Resultados.

Generic selectors
Somente correspondências exatas
Pesquisar no título
Pesquisar no conteúdo
Post Type Selectors
LogoSerpros_Simbolo

Mais Resultados.

Generic selectors
Somente correspondências exatas
Pesquisar no título
Pesquisar no conteúdo
Post Type Selectors

Especial Dia Internacional da Mulher – Liderança, futuro e protagonismo feminino na previdência complementar 

Especial Dia Internacional da Mulher – Liderança, futuro e protagonismo feminino na previdência complementar 

À frente do Serpros – entidade fechada de previdência complementar que administra  
R$ 9 bilhões em patrimônio –, a Diretora-Presidente, Edilene Araujo, lidera a instituição responsável pelo futuro financeiro de cerca de 14 mil participantes e suas famílias, guiada por governança, solidez e sustentabilidade de longo prazo.  

Internamente, a presença feminina é expressiva: as mulheres representam 56% do quadro de empregados do Serpros (78 no total) e 56,25% dos cargos de gestão da entidade – das 13 gerências e 3 diretorias, 9 são ocupadas por mulheres (8 gestoras e 1 Diretora-Presidente). Essa transformação se observa no setor como um todo. O Relatório 2025 da Secretaria de Regime Próprio e Complementar do Ministério da Previdência Social, em parceria com a Abrapp, indica que, em média, 58% do quadro de colaboradores das entidades fechadas de previdência complementar é composto por mulheres – maioria nas equipes e cada vez mais presentes em funções estratégicas.  

Em alusão ao Dia Internacional da Mulher, conversamos com a Edilene Araujo sobre trajetória, desafios, liderança e o papel das mulheres na construção de segurança financeira e autonomia no longo prazo – tema central da previdência complementar e cada vez mais presente na agenda feminina. 

É uma satisfação tê-la conosco nesta conversa. Para começar: o que significa, para a Sra., liderar o Serpros neste momento da sua trajetória? 

Resposta: 

Significa responsabilidade e propósito. Liderar o Serpros é atuar na gestão do presente e na construção do futuro de milhares de pessoas. É uma missão que exige técnica, visão estratégica e, principalmente, compromisso com a sustentabilidade e o longo prazo. Para mim, é também a consolidação de uma trajetória construída com consistência e dedicação e a oportunidade de alinhar objetivo e propósito, porque me conectei profundamente com a missão da entidade: o compromisso genuíno de cuidar de pessoas e ajudar para que elas tenham um futuro melhor. 

O Serpros tem maioria feminina entre empregados e liderança. Que mensagem isso passa para o setor e para as mulheres que estão construindo carreira?  

Resposta: 

No Serpros, os espaços são ocupados com base em preparo e resultados, mostrando que, quando há condições equitativas, o talento se destaca independentemente de gênero.  

Quais desafios a Sra. enfrentou ao longo da sua trajetória até chegar à presidência? 

Resposta: 

Minha trajetória foi marcada por desafios desde cedo. Cresci em um ambiente com poucos recursos, filha de uma mãe que trabalhava em casa de família e não tive a presença do meu pai. Estudei em escola pública e, quando chegou a hora do ensino superior, eu sabia que não poderia desistir. Consegui concluir a graduação em Economia graças ao financiamento estudantil – Fies. 

Eu trabalhava de dia e estudava à noite para pagar os estudos e ajudar em casa. Foi uma jornada dura, mas ela formou meu caráter. Eu aprendi cedo que desistir não era uma opção. 

Depois, continuei investindo em formação: fiz duas pós-graduações nas áreas de Finanças e Orçamento e uma graduação em Gestão de TI. Ao longo da carreira, enfrentei situações de preconceitos, às vezes pela minha aparência, às vezes por ser mulher, às vezes por duvidarem do meu mérito. Mas eu nunca desisti. Segui firme, batalhando pelos meus sonhos. 

Também vivi os desafios de conciliar a carreira com a vida pessoal. Fui casada por 22 anos e tive dois filhos. Em alguns momentos precisei interromper minha trajetória profissional para priorizar a família.  Hoje, olho para trás com orgulho e reconheço que cada etapa me preparou para liderar com empatia, disciplina e senso de responsabilidade. 

O que ainda dificulta são vieses, alguns evidentes, outros sutis, e a falta de redes de apoio e patrocínio profissional em momentos decisivos. Muitas vezes, a mulher precisa se provar mais, por mais tempo. Por isso, acredito que avançamos não apenas falando sobre o tema, mas construindo processos, cultura organizacional e exemplos concretos.   

Previdência privada é um tema que fala de futuro. Como a Sra. enxerga o papel das mulheres no planejamento financeiro e na construção da própria segurança financeira para o longo prazo, visto que cada vez mais as mulheres assumem múltiplos papéis, equilibrando carreiras, educação dos filhos, muitas vezes são chefes de família atuantes na organização financeira e protagonistas nas decisões de investimento? 

Resposta: 

Eu vejo as mulheres cada vez mais protagonistas. Durante muito tempo, o planejamento financeiro foi delegado ou tratado como algo secundário na rotina feminina. Isso mudou. Hoje, somos líderes, empreendedoras, chefes de família, responsáveis pela organização financeira do lar e cada vez mais presentes nas decisões de investimento.  

Nesse contexto, planejar a própria segurança financeira é uma extensão natural dessa responsabilidade. Nosso papel é construir autonomia. Entender que a previdência privada é uma ferramenta de liberdade, que nos permite escolher como queremos viver no futuro, com estabilidade, independência e tranquilidade. 

Em 2025, a B3 registrou mais de 1,4 milhão de mulheres investindo em renda variável. O que sente ao acompanhar esse movimento? 

Resposta: 

Esse movimento é um sinal claro de transformação no comportamento financeiro das mulheres e de maior autonomia nas decisões sobre investimentos. Quando mais de 1,4 milhão de mulheres passam a investir em renda variável, isso representa uma mudança cultural. 

Esse avanço mostra disposição para aprender, para tomar decisões com consciência e para construir patrimônio com estratégia. E isso dialoga diretamente com a previdência complementar: olhar para o longo prazo é um ato de responsabilidade com o amanhã.  A mensagem principal é que protagonismo financeiro vem com informação, disciplina e escolhas alinhadas à realidade e aos objetivos de cada pessoa.  

Que mensagem a Sra. deixa para mulheres que desejam ocupar posições de liderança? 

Resposta: 

Para quem está construindo uma carreira, o recado é que invistam em conhecimento e assumam compromissos com responsabilidade.  A porta se abre quando competência encontra oportunidade, e a nossa tarefa, como líderes, é ajudar a criar ambientes em que essa oportunidade aconteça. 

Eu sou exemplo de que é possível, que desafios, dúvidas e obstáculos fazem parte do caminho, mas não definem o nosso destino. Eu vim de uma realidade difícil, enfrentei falta de apoio, preconceitos e dúvidas sobre meu merecimento, mas segui firme. Não deixem que a opinião de ninguém seja maior do que o compromisso de vocês com os próprios sonhos.