Investimentos
Janeiro 2026
RELATÓRIO MENSAL DOS INVESTIMENTOS
Cenário Macroeconômico
No Brasil, o Copom manteve a Selic em 15,00%, em linha com o esperado, mas adotou um tom mais construtivo, reconhecendo a melhora recente da inflação. As projeções indicam Selic em 12,50% ao final de 2026, ainda em patamar restritivo em termos reais, refletindo preocupações fiscais. O IPCA de dezembro mostrou alta moderada, com variação de 0,33% e em 4,26% em 12 meses, compatível com um processo de desinflação gradual. No mercado de ações, o Ibovespa apresentou forte valorização, com alta mensal de 12,56% e renovação de máximas históricas. O movimento foi impulsionado principalmente por fortes entradas de capital estrangeiro, em meio à rotação global e ao fechamento da curva de juros doméstica. As taxas de juros reais no Brasil permanecem em patamar elevado, apesar do fechamento recente da curva observado nas últimas semanas. O vencimento da NTN-B 2045 apresentou alta, passando de uma taxa indicativa de 7,17% para 7,22%. Mesmo com a expectativa de cortes da Selic ao longo de 2026, os juros reais seguem bem acima do nível considerado neutro para a economia brasileira, estimado em torno de 5,5%, indicando uma política monetária ainda contracionista em termos reais.
Nos Estados Unidos, a economia americana segue em desaceleração gradual, mas com inflação ainda acima da meta. Na última reunião, o Fed manteve os juros entre 3,50% e 3,75%, apesar de dissidências favoráveis a cortes, sinalizando que a política monetária permanece restritiva por mais tempo. A imprevisibilidade da política econômica e comercial do governo Trump aumentou a aversão ao risco, enfraquecendo o dólar e pressionando os ativos americanos. A Zona do Euro, apresentou crescimento baixo, com o PIB do 4º trimestre avançando cerca de 0,2% no trimestre, e inflação mais controlada em relação aos EUA. A China atingiu a meta oficial de crescimento em 2025, com o PIB avançando 5%, apesar da desaceleração no quarto trimestre. O cenário segue desafiador, especialmente pela fraqueza do setor imobiliário e pela baixa demanda por crédito, que atingiu o menor nível em sete anos.
O ambiente internacional segue marcado por elevada incerteza, com destaque para a política econômica dos Estados Unidos sob Donald Trump, tensões geopolíticas (Groenlândia/OTAN) e ajustes fiscais em economias desenvolvidas. Esse contexto tem provocado rotação global de portfólios, com saída parcial de ativos americanos e maior direcionamento de fluxos para mercados emergentes, beneficiando o Brasil. Como reflexo, o dólar perdeu força globalmente e ativos de risco fora dos EUA tiveram desempenho superior.
Desempenho por Segmento PS-I
Para cada segmento de aplicação, plano e meta atuarial, a primeira coluna refere-se ao mês e a segunda coluna refere-se ao ano
Benchmarks definidos na Politica de Investimentos do Plano.
Rentabilidade passada não apresenta garantia de rentabilidade futura.
Comentários da Gestão PS-I
Em janeiro, o plano PSI apresentou desempenho acima da meta atuarial. O segmento Renda Fixa, com as posições em títulos públicos indexados à inflação mantidos até o seu vencimento (NTN-B e NTN-C, 73,8% do plano), tiveram contribuição bem acima da meta atuarial. A correção destes papéis é feita pela inflação e a taxa negociada no momento da compra. A taxa média da carteira de NTN-B é IPCA+6,07% a.a. e da NTN-C é IGP-M+5,92% a.a.
A posição em caixa (12,1%) rendeu 1,17% no mês, equivalente a 100,26% CDI, também acima da meta atuarial.
O segmento de Renda Variável (7,9% do plano) teve contribuição de destaque, reflexo do principal índice acionário brasileiro, que subiu 12,56%.
No segmento Estruturados (2,9% do plano), os Fundos Multimercados (2,4% do plano) encerraram o mês com contribuição positiva, refletindo o bom desempenho de posições em juros e bolsa. Os Fundos de Participações (0,5% do plano) apresentaram contribuição neutra.
O segmento imobiliário, representado pelo estoque dos imóveis e fundos imobiliários (2,4% do plano,) teve contribuição levemente negativa refletindo as despesas com os imóveis em vacância.
A posição de operações com participantes (0,9% do plano), representados pelos contratos de empréstimos, teve contribuição positiva, refletindo a média das taxas praticadas do estoque de contratos do plano.
Composição da Carteira do PS-I
¹O Segmento Estruturados se divide em Fundos Multimercados (fundos condominiais) e FIPs (Fundos de Participações – tratam-se de fundos monitorados, que eventualmente passam por grandes variações na medida em que são provisionados ou recuperados.
²A composição do plano leva em consideração as posições dos investimentos registradas na custódia e sistema de integração interna do Serpros
Histórico de Desempenho do PS-I
jan/19 – jan26 – nesse periodo, os investimentos do Plano obtiveram 96% da meta atuarial e 125% do CDI.
Comparativo do PS-I com a média das EFPC
12 meses – comparativo com a média das EFPC – planos BD (fonte: ABRAPP – dados disponíveis até out/25)
Atribuição de Desempenho do PS-I
Atualização da Cota do PS-I
A cota do plano leva em consideração o resultado dos investimentos, a despesa com taxa administrativa e possíveis atualizações de processos judiciais, explicando a variação observada em relação aos investimentos.
Desempenho por Segmento PS-II BD
¹ Para cada segmento de aplicação, plano e meta, a primeira coluna refere-se ao mês e a segunda coluna refere-se ao ano
Benchmarks definidos na Politica de Investimentos do Plano.
Rentabilidade passada não apresenta garantia de rentabilidade futura.
Comentários da Gestão PS-II BD
Em janeiro, o plano PSII BD apresentou desempenho acima da meta atuarial. O segmento Renda Fixa, com as posições em títulos públicos indexados à inflação mantidos até o seu vencimento (NTN-B, 68,34% do plano), contribuíram acima da meta atuarial. A correção destes papéis é feita pela inflação e a taxa negociada no momento da compra, e não depende das oscilações do mercado. A taxa média da carteira de NTN-B é IPCA+6,31% a.a. A posição de NTN-B corrigidas a preços diários de mercado (4,33% do plano) tiveram contribuição positiva de 1,29% no mês, refletindo os fechamento das taxas negociadas.
A posição em caixa (11,19%) rendeu 1,17% no mês, equivalente a 100,26% CDI, também acima da meta atuarial.
O segmento Renda Variável (8,44% do plano) teve contribuição de destaque no mês, reflexo do principal índice acionário brasileiro, que subiu 12,56%.
No segmento Estruturados (6,96% do plano), os Fundos Multimercados (3,90% do plano) encerraram o mês com contribuição positiva, refletindo o bom desempenho de posições em juros e bolsa. Os Fundos de Participações (3,06% do plano) apresentaram contribuição neutra.
O segmento imobiliário, representado pelo estoque dos imóveis e fundos imobiliários (0,46% do plano,) teve contribuição negativa refletindo as despesas com os imóveis em vacância e as cotas do Fundo Imobiliário negociado em bolsa.
A posição de operações com participantes (0,28% do plano), representados pelos contratos de empréstimos, teve contribuição positiva, refletindo a média das taxas praticadas do estoque de contratos do plano.
Composição da Carteira PS-II BD
¹O Segmento Estruturados se divide em Fundos Multimercados (fundos condominiais) e FIPs (Fundos de Participações – tratam-se de fundos monitorados, que eventualmente passam por grandes variações na medida em que são provisionados ou recuperados.
²A composição do plano leva em consideração as posições dos investimentos registradas na custódia e sistema de integração interna do Serpros
Histórico de Desempenho PS-II BD
jan/19 – jan26 – nesse periodo, os investimentos do Plano obtiveram 82% da meta atuarial e 104% do CDI.
Comparativo Abrapp PS-II BD
12 meses – comparativo com a média das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) – planos BD (fonte: ABRAPP – dados disponíveis até Out/25)
Atribuição de Desempenho PS-II BD
Desempenho por Segmento PS-II CD
Para cada segmento de aplicação, plano e meta, a primeira coluna refere-se ao mês e a segunda coluna refere-se ao ano
Benchmarks definidos na Politica de Investimentos do Plano.
Rentabilidade passada não apresenta garantia de rentabilidade futura.
Comentários da Gestão PS-II CD
Em janeiro, o plano PSII CD apresentou desempenho acima da meta atuarial. O segmento Renda Fixa, com as posições em títulos públicos indexados à inflação mantidos até o seu vencimento (NTN-B, 47,98% do plano), tiveram contribuição acima da meta atuarial. A correção destes papéis é feita pela inflação e a taxa negociada no momento da compra, e não depende das oscilações do mercado. A taxa média da carteira de NTN-B é IPCA+6,00% a.a. A posição de NTN-B com marcação a preços diários de mercado (10,39% plano) também teve contribuição positiva, com a estabilidade das taxas dos títulos.
A posição em caixa (27,81% do plano) rendeu 1,17% no mês, equivalente a 100,26% CDI, também acima da meta atuarial.
O segmento Renda Variável (7,22% do plano) teve contribuição positiva de destaque, reflexo do principal índice acionário brasileiro, que subiu 12,56%.
No segmento Estruturados (3,93% do plano), os Fundos Multimercados (2,68% do plano) encerraram o mês com contribuição positva, refletindo o bom desempenho de posições em juros e bolsa. Os Fundos de Participações (1,25% do plano) apresentaram contribuição neutra.
O segmento imobiliário, representado pelo estoque dos imóveis e fundos imobiliários (0,87% do plano,) teve contribuição negativa refletindo as despesas com os imóveis em vacância e as cotas do Fundo Imobiliário negociado em bolsa.
A posição de operações com participantes (1,80% do plano), representados pelos contratos de empréstimos, teve contribuição positiva, refletindo a média das taxas praticadas do estoque de contratos do plano.
Composição da Carteira PS-II CD
¹O Segmento Estruturados se divide em Fundos Multimercados (fundos condominiais) e FIPs (Fundos de Participações – tratam-se de fundos monitorados, que eventualmente passam por grandes variações na medida em que são provisionados ou recuperados.
²A composição do plano leva em consideração as posições dos investimentos registradas na custódia e sistema de integração interna do Serpros
Histórico de Desempenho PS-II CD
jan/19 – jan26 – nesse periodo, os investimentos do Plano obtiveram 82% da meta atuarial e 104% do CDI.
Comparativo Abrapp PS-II CD
12 meses – comparativo com a média das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) – planos CD (fonte: ABRAPP – dados disponíveis até out/25)
Atribuição de Desempenho PS-II CD
A cota do plano leva em consideração o resultado dos investimentos, a despesa com taxa administrativa e possíveis atualizações de processos judiciais, explicando a variação observada em relação aos investimentos.
Desempenho por Segmento Ser+
¹ Para cada segmento de aplicação, plano e meta, a primeira coluna refere-se ao mês e a segunda coluna refere-se ao ano
² Rentabilidade passada não apresenta garantia de rentabilidade futura.
Comentários da Gestão Ser+
No Ser+, a carteira é composta por títulos de renda fixa de curto prazo, que têm rendimento próximo da Selic (taxa básica de juros do Brasil) e do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) e fundos de renda de fixa atrelados ao rendimento do CDI.
Em janeiro, a rentabilidade da carteira de investimentos foi de 100% do CDI, a meta de retorno do plano.
Composição da Carteira Ser+
Histórico de Desempenho Ser+
jan/24 – jan/26 – nesse periodo, os investimentos do Plano obtiveram 99% do CDI.
Comparativo Abrapp Ser+
12 meses – comparativo com a média das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) – planos CD (fonte: ABRAPP – dados disponíveis até out/25)
Maio 2025
Patrimônio dos Planos
Patrimônio do PS-II
R$5.846.314.272,70
Patrimônio do PS-I
R$2.970.779.232,31
Patrimônio do Plano Ser+
R$44.364.726,67
Patrimônio do Plano Administrativo (PGA)
R$97.274.045,85
Patrimônio do Serpros Consolidado
R$8.871.252.109,48
Painel de Investimento
As informações consolidadas do Painel de Investimentos Serpros estão disponíveis na Área Restrita do Participante, no tópico “Demonstrativos >> Investimentos >> Relatório de Investimentos >> Painel de Investimentos”.
Para consultar as informações do Painel de Governança de Investimentos encontram, acesse “Demonstrativos >> Investimentos >> Relatório de Investimentos >> Painel de Governança de Investimentos”.
Para acompanhar os Relatórios Gerenciais de Investimentos (RGI): “Demonstrativos >> Investimentos >> Relatório de Investimentos >> RGI”.
Demonstrativo de
Investimento
O Demonstrativo de Investimento (DI) é formado pela composição analítica das carteiras próprias, dos fundos de investimento e dos fundos de investimento em cotas de fundos de investimento dos quais o Serpros seja direta ou indiretamente cotista.
A quantidade e formato dos documentos variam de acordo com a legislação referente a cada ano.
Imóveis
O Serpros possui imóveis nas principais capitais do país. A lista desses imóveis está descrita nesta página.
Para solicitar informações, entre em contato com o SAP (0800 721 10 10 ).
Para enviar propostas de locação ou compra dos imóveis, cadastre a oferta no Sistema de Ofertas de Investimento (Ofin), no site https://ofin.serpros.com.br.
Para verificar os imóveis que estão disponíveis, navegue na descrição ao lado:
Nome do Imóvel: Centro Empresarial Varig
Tipo: Comercial
Nome do Imóvel: Centro Empresarial Transatlântico
Tipo: Comercial
Nome do Imóvel: Belém
Tipo: Comercial
Nome do Imóvel: Hotel BH
Tipo: Hotel
Nome do Imóvel: Imóvel Botafogo
Tipo: Prédio comercial
Política de
Investimento
A Política de Investimento compreende um conjunto de diretrizes e medidas que norteiam a gestão de longo prazo dos ativos dos planos de benefícios. A quantidade e a forma dos documentos variam de acordo com a legislação referente a cada ano.



